ChatGPT concentra 53,9% dos acessos, Gemini cresce quase 900% e IAs como Grok, DeepSeek, Qwen e Replika avançam entre bilhões de visitas, vídeos, relacionamentos virtuais e polêmicas globais

ChatGPT concentra 53,9% dos acessos, Gemini cresce quase 900% e IAs como Grok, DeepSeek, Qwen e Replika avançam entre bilhões de visitas, vídeos, relacionamentos virtuais e polêmicas globais

As IAs generativas movimentam mais de 10 bilhões de visitas mensais entre os maiores chatbots. ChatGPT mantém a liderança, Gemini acelera, Claude cresce, enquanto Grok, DeepSeek, Qwen, Seedance, Replika e outras plataformas acumulam usuários, recursos e controvérsias.

As IAs generativas já ultrapassaram a fase de simples novidade tecnológica. ChatGPT, Gemini, Claude, Grok, DeepSeek e outras plataformas atraem bilhões de acessos, criam códigos, vídeos e personagens virtuais, mas também levantam alertas sobre desinformação, direitos autorais, dependência emocional e segurança de crianças e adolescentes.

Um levantamento citado pela MediaTalks, baseado em dados da Similarweb, mostra que os sete maiores chatbots somaram 10,40 bilhões de visitas à web em apenas um mês. O mercado, porém, está longe de ser equilibrado: ChatGPT e Gemini concentram juntos cerca de 82% dos acessos analisados.


ChatGPT lidera mercado de IAs generativas com 53,9% dos acessos

O ChatGPT continua muito à frente dos concorrentes. A plataforma da OpenAI respondeu por 53,9% das visitas mundiais registradas entre os sete maiores chatbots avaliados.

O Gemini aparece em segundo lugar, com 27,9%, enquanto o Claude ocupa a terceira posição, com 9,2%. Os outros cinco assistentes dividem apenas 18% dos acessos restantes.

Esses números mostram que, apesar da quantidade crescente de ferramentas, boa parte do público ainda permanece concentrada em poucas marcas.


Ao mesmo tempo, novas plataformas encontram espaço ao apostar em funções específicas, como programação, criação de vídeos, conversas afetivas e respostas com menos filtros.

Inteligência artificial existe há décadas, mas 2022 mudou o mercado

A inteligência artificial não nasceu com o ChatGPT. Pesquisas sobre o tema começaram na década de 1950, enquanto versões mais simples da tecnologia já estavam presentes em filtros contra spam, recomendações de filmes e assistentes como Siri e Alexa.

A virada ocorreu em 2022. O lançamento público do ChatGPT mostrou que qualquer pessoa poderia conversar com um sistema, solicitar textos, organizar ideias, programar e buscar explicações usando comandos comuns.


A partir daí, começou uma corrida internacional por modelos mais rápidos, especializados, personalizados e integrados à rotina de pessoas e empresas.

IAs mais populares vão muito além dos chatbots

Os modelos de linguagem de grande porte, conhecidos pela sigla LLM, podem ser incorporados a diferentes tipos de serviço.

Eles aparecem em ferramentas de programação, tradução, análise de documentos, atendimento, criação de conteúdo e organização de tarefas.

Outro ranking citado pela publicação, elaborado pela Andreessen Horowitz com dados da Similarweb e da Sensor Tower, colocou entre as plataformas generativas mais populares serviços como Canva, Notion e Suno.


Isso significa que parte do público usa inteligência artificial diariamente sem necessariamente abrir um chatbot tradicional.

ChatGPT ultrapassa 1 bilhão de usuários, mas enfrenta processos

Lançado em 30 de novembro de 2022, o ChatGPT ajudou a popularizar as IAs generativas para o grande público.

A plataforma teria superado 1 bilhão de usuários ativos mensais, além de manter mais da metade dos acessos registrados entre os principais chatbots.

O serviço oferece uso gratuito e planos pagos. Segundo os valores apresentados pela reportagem em julho de 2026, as assinaturas iam de US$ 10 mensais no plano Go a US$ 25 por mês na versão Business.

A popularidade também ampliou a cobrança sobre a OpenAI. A companhia enfrenta críticas e processos nos quais respostas do chatbot são relacionadas a possíveis danos, crimes ou casos de suicídio. Essas acusações ainda dependem da apuração e das decisões de cada processo.

Gemini alcança 750 milhões de usuários e cresce quase 900%

O Gemini, do Google, foi lançado oficialmente no fim de 2023 e já ocupa a segunda posição entre as ferramentas mais acessadas.

Em fevereiro de 2026, a plataforma tinha mais de 750 milhões de usuários ativos mensais. Entre setembro de 2024 e março de 2026, o crescimento registrado ficou próximo de 900%.

Parte desse avanço pode estar ligada à integração do Gemini aos aparelhos e serviços que utilizam o sistema Android.

O chatbot possui versão gratuita, mas os modelos mais avançados estavam incluídos em planos que variavam de US$ 4,99 a US$ 200 por mês, conforme os preços divulgados na época da publicação.

Claude cresce 770% e tenta ocupar espaço com imagem mais ética

Criado pela Anthropic, empresa fundada por antigos executivos da OpenAI, o Claude chegou ao mercado em março de 2023.

A ferramenta reunia aproximadamente 56 milhões de usuários ativos mensais e apresentou crescimento de 770% nos acessos entre setembro de 2024 e março de 2026, segundo os dados citados.

As opções premium, que incluem maior capacidade e prioridade em períodos de pico, custavam entre US$ 100 e US$ 200 por mês.

A Anthropic também ganhou visibilidade por adotar posições diferentes de outras empresas norte-americanas. A companhia entrou em conflito com o governo dos Estados Unidos por causa do uso militar da tecnologia e foi a única empresa do setor convidada pelo Papa Leão XIV para participar do lançamento de uma encíclica dedicada à inteligência artificial.

DeepSeek conquista 130 milhões de usuários com custos menores

A DeepSeek tornou-se o principal nome chinês entre os chatbots internacionais mais acessados.

Criada em dezembro de 2023, a plataforma chamou atenção ao apresentar resultados competitivos usando uma parcela dos investimentos realizados por grandes empresas norte-americanas.

A ferramenta alcançou 4,1% dos acessos globais analisados e mantinha uma média de 130 milhões de usuários ativos por mês.

A DeepSeek não oferecia uma assinatura profissional destinada ao público comum. Para desenvolvedores, os preços variavam entre US$ 0,55 e US$ 3,48 por 1 milhão de tokens.

Token é a pequena unidade usada pelos modelos para processar e gerar textos. Quanto maior a quantidade processada, maior pode ser o custo para empresas que incorporam a tecnologia aos próprios sistemas.

Mesmo com o crescimento, a DeepSeek já foi alvo de estudos e críticas relacionados a segurança, discriminação e critérios usados na geração das respostas.

Grok chega a 100 milhões de usuários e vira alvo de investigações

O Grok foi desenvolvido pela xAI, empresa de Elon Musk, e lançado em novembro de 2023. Em dezembro de 2024, o assistente passou a funcionar integrado ao X.

A exposição dentro da rede social impulsionou o serviço, que alcançou 2,4% dos acessos mundiais e uma média de 100 milhões de usuários, conforme dados atribuídos à própria companhia.

Além do acesso gratuito, os planos avançados custavam de US$ 10 no SuperGrok Lite a US$ 300 por mês no SuperGrok Heavy.

A plataforma também aparece no centro de controvérsias. Um estudo de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido apontou o Grok como o chatbot com maior risco de reforçar crenças delirantes em determinadas conversas.

Autoridades dos Estados Unidos e da Europa também abriram investigações para apurar o uso da tecnologia na sexualização indevida de imagens de crianças e adolescentes.

China avalia controlar acesso internacional às suas IAs mais avançadas

A força das empresas chinesas aumentou a disputa por inteligência artificial e levantou discussões sobre o controle de tecnologias consideradas estratégicas.

Segundo informações citadas pela MediaTalks, autoridades da China passaram a discutir possíveis restrições ao acesso internacional a modelos de ponta.

Representantes de grandes companhias teriam sido chamados para conversas com o Ministério do Comércio chinês. O objetivo seria analisar os impactos econômicos e estratégicos da disponibilização dessas ferramentas em outros países.

Qwen supera 200 milhões de usuários e opera em 90 mil empresas

Desenvolvida pela Alibaba, a Qwen foi lançada em abril de 2025 e oferece interface em português e em mais de 200 idiomas.

Além do chatbot gratuito, a companhia disponibiliza modelos que podem ser instalados em servidores corporativos e versões executadas dentro de sua própria estrutura de nuvem.

Para desenvolvedores, o custo informado variava entre US$ 0,05 e US$ 0,40 por 1 milhão de tokens.

A Alibaba afirmava que a Qwen possuía mais de 200 milhões de usuários mensais e estava presente em mais de 90 mil empresas.

Apesar do alcance, uma pesquisa do China Media Project apontou que a ferramenta teria recebido treinamento para produzir respostas mais positivas sobre assuntos delicados relacionados à China. Especialistas interpretam esse comportamento como uma possível estratégia de influência internacional.

Seedance gera 6 milhões de vídeos por dia e preocupa Hollywood

A Seedance, pertencente à ByteDance, dona do TikTok, concentra seus recursos na criação de vídeos a partir de comandos escritos.

A versão 2.0 foi lançada em fevereiro de 2026 com a promessa de oferecer maior controle sobre cenas e narrativas audiovisuais.

Os planos custavam entre US$ 19,90 e US$ 89,90 por mês. Segundo a ByteDance, a plataforma reunia 24 milhões de usuários cadastrados e produzia cerca de 6 milhões de vídeos diariamente.

A empresa também opera ferramentas como a OmniHuman, capaz de transformar fotografias em avatares realistas, e a Coze, voltada à criação de assistentes personalizados.

O avanço da Seedance provocou reação em Hollywood após vídeos gerados com celebridades e personagens protegidos. A Disney notificou a ByteDance, que pediu desculpas e anunciou medidas para limitar usos considerados irregulares.

GLM-4.7 aposta em programação e tarefas do cotidiano

A GLM-4.7, da empresa chinesa Z.ai, foi lançada em dezembro de 2025.

Seu foco principal está na programação. A ferramenta consegue receber comandos simples para desenvolver códigos e gerar dados.

O sistema também pode ser usado em tarefas comuns, como tradução, produção de e-mails e conversas semelhantes às oferecidas pelo ChatGPT.

A Z.ai não divulgava a quantidade de usuários. Para o público comum, o acesso era gratuito. Já os desenvolvedores pagavam entre US$ 0,07 e US$ 4,40 por 1 milhão de tokens.

Também existiam assinaturas mensais com preços entre US$ 18 e US$ 160.

IAs afetivas transformam chatbots em amigos e parceiros virtuais

Uma parte do mercado tomou um caminho diferente das ferramentas voltadas à produtividade.

Plataformas conhecidas como IAs afetivas adaptam modelos de linguagem para conversar de maneira mais carinhosa, íntima ou personalizada com o usuário.

Esses serviços permitem criar amigos virtuais, personagens e até parceiros românticos.

O Centro para Democracia e Tecnologia alertou que algumas dessas plataformas podem empregar mecanismos destinados a prolongar as conversas e fortalecer a dependência emocional do usuário.

Replika reúne 42 milhões de usuários com conversas afetivas

A Replika foi lançada em 2017, antes da expansão provocada pelo ChatGPT.

O serviço oferece um chatbot que procura responder de forma amigável e emocionalmente envolvente.

O uso básico é gratuito. Recursos como relacionamento romântico, ligações de voz e interações emocionais mais avançadas custavam entre US$ 20 e US$ 30 mensais.

De acordo com a própria empresa, a plataforma possuía 42 milhões de usuários em todo o mundo.

Character.ai permite conversar com personagens e figuras históricas

A Character.ai permite que os usuários criem personagens virtuais ou conversem com versões automatizadas de figuras conhecidas e personalidades históricas.

As avaliações dadas às respostas também ajudam a treinar o comportamento dos personagens.

Dados referentes a 2025 indicavam aproximadamente 20 milhões de usuários mensais.

A plataforma possui versão gratuita e uma assinatura de US$ 9,99 por mês, que oferece respostas mais rápidas e acesso antecipado a funções experimentais.

Nomi AI promete companhia e ultrapassa 1 milhão de usuários

Lançada em 2023, a Nomi AI aposta na criação de personagens apresentados como companheiros dotados de personalidade e inteligência emocional.

As conversas podem acontecer por texto e áudio, com possibilidade de troca de imagens.

A companhia não divulgava uma média mensal, mas informou em fevereiro de 2026 que mais de 1 milhão de pessoas já haviam utilizado suas plataformas.

A versão gratuita limita a quantidade de mensagens, enquanto o plano premium custava US$ 15,99 por mês.

Uncensored AI promete respostas sem filtros e replica desinformação

A Uncensored AI foi lançada em 2023 por dois empreendedores norte-americanos.

A plataforma se apresenta como uma alternativa destinada a fornecer respostas sem filtros. Apesar de pequena em comparação com as líderes, já alcançou aproximadamente 250 mil usuários.

O chatbot recebeu divulgação de grupos conservadores, embora se apresente como politicamente neutro.

Testes citados pela publicação indicaram a reprodução de informações falsas sobre vacinas, eleições nos Estados Unidos e a chegada do homem à Lua.

O serviço possui versão gratuita e assinaturas que variavam entre US$ 10 e US$ 30 por mês.

Corrida das IAs generativas cresce junto com os riscos

O mercado de IAs generativas mistura uma forte concentração de público com uma variedade cada vez maior de serviços.

ChatGPT, Gemini e Claude dominam os acessos aos chatbots tradicionais. DeepSeek e Qwen ampliam a presença chinesa. Seedance acelera a geração de vídeos, enquanto Replika, Character.ai e Nomi transformam máquinas em companhias virtuais.

O avanço, porém, traz questões que ainda não foram resolvidas. Direitos autorais, respostas perigosas, desinformação, manipulação emocional, proteção de menores e controle político aparecem entre os principais desafios.

A tecnologia avança em uma velocidade superior à criação de regras e mecanismos de fiscalização. Por isso, o número de usuários deixou de ser o único critério relevante. Também será necessário observar como cada plataforma coleta dados, controla abusos e assume responsabilidade pelos resultados que entrega.

Os dados e preços apresentados correspondem às informações publicadas em 10 de julho de 2026 e podem sofrer alterações.

Qual dessas IAs generativas você utiliza com mais frequência? Deixe seu comentário e compartilhe esta matéria com quem acompanha as mudanças provocadas pela inteligência artificial.

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