Lucca Aragão, menino superdotado do Ceará, foi aprovado em Matemática na Uece aos 12 anos, depois de virar destaque em concurso militar, alcançar QI 136 e mirar a elite mundial da matemática, com sonhos que passam por IMO, MIT e ITA.
Aos 12 anos, Lucca Fontes Aragão já chegou a um lugar onde muita gente só pisa depois de anos de cursinho. O menino superdotado do Ceará, que ainda cursa o 6º ano do Ensino Fundamental, foi aprovado no vestibular 2025.2 da Universidade Estadual do Ceará para o curso de Matemática. Fez 190 pontos e entrou na ampla concorrência em 29º lugar, um resultado que ganhou ainda mais força porque veio pouco tempo depois de ele também explodir no concurso militar do Colégio Militar de Fortaleza.
O garoto que transformou concurso militar em vitrine de talento
Antes de aparecer na lista da Uece, Lucca já tinha deixado sua marca no Colégio Militar de Fortaleza. Ele foi o primeiro colocado no processo de admissão e o único candidato a tirar nota 10, em um desempenho que a família descreveu como “duplo 10”, com nota máxima em português e em matemática. O feito chamou atenção no Ceará porque não foi uma aprovação comum: foi uma entrada triunfal em um dos ambientes mais disputados da educação militar local.
A história ganhou ainda mais peso porque a vaga na universidade veio na segunda tentativa. Em 2024, Lucca passou pela primeira fase do vestibular da Uece, mas se atrapalhou na redação e ficou fora da etapa seguinte.
Voltou no ano seguinte mais preparado, mais ambientado com o clima de prova e mais afiado para enfrentar um processo seletivo universitário cercado de candidatos muito mais velhos. O resultado saiu em julho de 2025 e jogou o nome dele para o centro das conversas sobre talento precoce no estado.
QI 136, paixão por matemática e uma coleção de medalhas
O desempenho de Lucca não nasceu do acaso. Depois de perceberem uma capacidade de retenção e aprendizado muito acima da média, os pais buscaram avaliação profissional, e os testes apontaram QI 136.
A família passou então a estimular os estudos sem perder de vista um cuidado que pesa muito em casos assim: segurar a autoexigência e o perfeccionismo para que a infância não seja engolida pela pressão.
A matemática virou território natural para ele. O pai, José Aragão, é professor da disciplina, mas o gosto do garoto cresceu mesmo quando ele começou a mergulhar em questões-desafio, cursinhos de férias e provas mais exigentes.
Nesse caminho, vieram medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática, prata na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e ouro na Singapore and Asia Math Olympiad, uma competição internacional que ampliou ainda mais o radar em torno do menino cearense.
Enquanto muita gente descansa, ele estuda mirando a elite mundial
Lucca não desacelera nem nas férias. Enquanto o pai falava com a imprensa, ele estava ao lado estudando para uma prova de redação criativa da ChallengeUS. Também vai fazer o Enem como treineiro e já carrega um alvo grande no horizonte: a IMO, a Olimpíada Internacional de Matemática, torneio que reúne mais de 100 países e está entre os palcos mais prestigiados do planeta para jovens talentos da área.
O garoto olha para esse futuro com referências bem concretas. Uma delas é o cearense Matheus Alencar de Moraes, medalhista de ouro na IMO e aprovado no MIT.
O outro mapa de ambição passa por instituições que estão no topo do imaginário de qualquer estudante de exatas: ITA, IME, Harvard e MIT, que fica em Cambridge, nos Estados Unidos.
No caso do ITA, o sonho ficou ainda mais perto de casa com o avanço do novo campus de Fortaleza, previsto pelo MEC para o primeiro semestre de 2026.
A família segura o ritmo para que o talento não roube a infância
Dentro de casa, o movimento não é só acelerar. Os pais também puxam o freio quando precisam. Lucca gosta de estudar, gosta de resolver problemas e se sente energizado por desafios, mas a família insiste que ele continue vivendo a idade que tem.
Bola, videogame, amigos, esportes coletivos e até a paixão pelo Ceará Sporting Club seguem ocupando espaço numa rotina que poderia facilmente virar apenas uma maratona de provas e medalhas.
Esse equilíbrio deixa a história ainda mais impressionante. Lucca não apareceu só como um menino superdotado com QI alto e talento raro para matemática.
Ele apareceu como alguém que já venceu concurso militar, entrou em universidade pública antes da adolescência terminar e começou a desenhar uma rota que liga o Ceará às competições internacionais mais pesadas da área. Aos 12 anos, ele já não é apenas promessa. Virou nome para acompanhar de perto.
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