Festival LED destaca a importância da união entre educação e cultura, com Fernanda Montenegro e escritores em debate inspirador
No último sábado, o palco do Inspira LED foi tomado por um clima de espetáculo que reuniu grandes nomes da literatura e das artes. Em uma apresentação marcante, a atriz Fernanda Montenegro, aos 96 anos, fez uma leitura dramática de um texto criado especialmente para o festival, enfatizando uma mensagem poderosa: “Não há educação sem cultura, como não há cultura sem educação”. Essa afirmação abriu o segundo dia do Festival LED Globo, que se propôs a explorar o diálogo entre as artes e o ensino.
O debate continuou com a participação de renomados escritores como Raphael Montes, autor de “Dias Perfeitos”, e Socorro Acioli, reconhecida por “A Cabeça do Santo”. A conversa, mediada pela jornalista da GloboNews Aline Midlej, colocou em foco a importância da literatura na formação dos jovens e na construção de uma sociedade mais crítica e empática.
Acioli, em sua fala, fez questão de reconhecer o papel dos professores nesse processo: “A gente sente que há um número de leitores aumentando por causa dos professores. Só temos a agradecer a vocês por esse trabalho”. Essa afirmação é respaldada por dados recentes da Câmara Brasileira do Livro, que indicam um crescimento de aproximadamente três milhões de novos leitores no Brasil em 2022, sendo a faixa etária de 18 a 34 anos a que mais se destacou.
Montes também aproveitou a oportunidade para discutir a forma como a literatura pode ser acessível e divertida. “Para conquistar novos públicos, temos que desmitificar o que é o livro. Livro pode ser tão divertido quanto estar no Instagram. Ler serve também para se entreter”, afirmou ele, ressaltando a relevância das redes sociais, como o TikTok, na promoção da leitura entre os jovens.
O autor ainda destacou o benefício da leitura para o desenvolvimento da empatia e da “inteligência social”. “A literatura permite viver personagens que você não é. Entra numa história e sente emoções que nunca sentiu”, explicou. Essa capacidade de se colocar no lugar do outro é vital em um mundo cada vez mais complexo.
A cantora Linn da Quebrada compartilhou sua experiência pessoal com a literatura e como ela a ajudou em momentos difíceis. Encontrar um livro de Clarice Lispector no lixo despertou nela uma paixão pela leitura que a acompanhou desde então. “Tive a certeza de que escrevi isso como Clarice Lispector para deixar como recado para mim mesma nesta vida de agora”, brincou.
Durante o evento, Linn também anunciou que fechou um contrato com uma editora para lançar seu primeiro livro, inicialmente planejado como um compilado de diários. Contudo, a artista revelou estar repensando o projeto, incorporando narrativas que exploram a vida de sua mãe, uma mulher que enfrentou muitos desafios e traumas. “Um dos diários é metade meu, metade da minha mãe. A partir dele, estou repensando o que quero para esse primeiro livro”, contou.
O Festival LED destacou, assim, não apenas a importância da educação e cultura, mas também a capacidade transformadora da literatura na vida das pessoas. Com diálogos ricos e inspiradores, o evento serve como um lembrete de que a união entre artes e ensino é fundamental para formar indivíduos mais conscientes e empáticos.
Aproveite para comentar abaixo suas experiências com a leitura e como ela impactou sua vida. Não perca as próximas oportunidades de crescimento e aprendizado que podem surgir por aqui!


