Pesquisa revela ampla adesão à restrição de celulares nas escolas e impactos positivos na educação brasileira
Um ano após a promulgação da Lei nº 15.100/2025, que limita o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica, uma pesquisa coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Inep mostra uma impressionante adesão da comunidade escolar.
Com 92% dos gestores afirmando que a legislação já está em vigor, a mudança promete transformar o ambiente educacional no Brasil.
Resultados significativos em um curto período
A secretária de Educação Básica, Katia Schweickardt, apresentou os dados e ressaltou a importância da legislação para equilibrar o uso das tecnologias no ambiente escolar. “Essa lei busca posicionar a tecnologia no fazer educacional”, afirmou. Segundo ela, mesmo em um intervalo breve, já é possível observar a efetividade da iniciativa, que não visa demonizar o uso dos celulares, mas sim promover um uso equilibrado.
Pesquisa Nacional revela mudanças nos hábitos escolares
A “Pesquisa Nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025” abrangeu 8.189 escolas em todo o país, garantindo representatividade das escolas públicas e privadas.
Os gestores relataram mudanças significativas: a permissão de uso de celulares em horários e locais diversos caiu de 13% para zero, enquanto a restrição total do uso passou de 20% para 48% das instituições.
O uso pedagógico, mediado por profissionais da educação, tornou-se o modelo predominante nas redes públicas.
Aumento da participação dos alunos e redução de conflitos
Os impactos positivos são evidentes: 97% dos entrevistados acreditam que a medida ampliou a participação dos alunos nas atividades pedagógicas, e 95% notaram uma melhora na socialização e concentração durante as aulas. Além disso, 88% associam a nova política à redução de conflitos e casos de cyberbullying.
Bem-estar dos estudantes em ascensão
A pesquisa também indica melhorias no bem-estar dos estudantes. Para 86% dos gestores, a política ajudou a reduzir a ansiedade nas escolas, enquanto 67% relataram um aumento em atividades lúdicas e artísticas sem telas.
Outro dado revelador é que 56% notaram um crescimento de atividades pedagógicas fora da sala de aula.
Educação digital em expansão
Contrariando expectativas, a restrição ao uso não pedagógico dos celulares não diminuiu as atividades educacionais com tecnologias digitais.
Mais de 51% das escolas públicas ampliaram ações de educação digital e midiática, e 86% mantiveram ou aumentaram suas atividades pedagógicas com tecnologias após a implementação da lei.
Desafios para a implementação contínua
Apesar dos avanços, os gestores destacam desafios como a adesão dos estudantes e a necessidade de infraestrutura para armazenar os celulares, ambos apontados por 39% dos entrevistados.
O fortalecimento da parceria com as famílias e a formação contínua dos educadores são vistos como prioridades para a continuidade dessa política.
Investimentos em infraestrutura são essenciais
Katia Schweickardt enfatizou que a restrição ao uso de celulares deve ser acompanhada por investimentos em infraestrutura que favoreçam novas formas de aprendizado.
Ela citou o Novo PAR como uma ferramenta fundamental do MEC para auxiliar estados e municípios nesse planejamento.
Contribuições e futuras etapas da pesquisa
A pesquisa, conduzida pela Secretaria de Educação Básica do MEC em parceria com o Inep e o Instituto Alana, contou com a cooperação da Unesco e buscou entender como as redes de ensino estão implementando a legislação.
Os resultados sobre a percepção dos professores serão divulgados no segundo semestre, prometendo novas revelações sobre o impacto da lei nas salas de aula.
Com essa mudança significativa, o Brasil dá passos importantes na busca por um ambiente escolar mais equilibrado e saudável. Compartilhe suas opiniões nos comentários e acompanhe nossas próximas atualizações sobre o cenário educacional no país.

