Estudo aponta que Goiás e outros estados terão alta demanda por professores até 2034
Uma pesquisa do Movimento Profissão Docente revela que, até 2034, as redes estaduais brasileiras enfrentarão uma escassez significativa de professores, com a previsão de que cerca de 185 mil docentes se aposentem. Este cenário representa um desafio sem precedentes para a educação no país, especialmente em cinco estados que se destacam por sua necessidade urgente de contratação.
A análise, intitulada Situação Demográfica das Redes Estaduais de Ensino, aponta que 57,5% dos professores efetivos estão em condições de se aposentar nos próximos anos. No entanto, a pressão por novas contratações não será uniforme em todo o território nacional.
Enquanto alguns estados precisarão apenas repor os docentes que saem, outros enfrentarão a demanda de expandir suas equipes.
Os estados em alerta: quem precisa de professores
Goiás lidera a lista com a maior necessidade. O estado apresenta o percentual mais elevado de professores aptos à aposentadoria, 73,2%, e, para complicar, também prevê um aumento na matrícula de alunos.
Essa combinação crítica significa que Goiás não apenas precisará repor os professores que se aposentam, mas também contratar novos para atender ao crescimento da demanda escolar.
As aposentadorias devem se concentrar entre 2026 e 2030, e sem um plano de concursos em larga escala, a situação pode se agravar ainda mais.
O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição, com cerca de 70% dos professores efetivos em condições de se aposentar. Embora a previsão de queda nas matrículas (entre -20% e -25%) possa aliviar parcialmente a pressão, a média de idade dos docentes, que gira em torno de 48 anos, indica que a necessidade de reposição será crítica em breve.
Em seguida, está o Paraná, que enfrenta uma situação semelhante. Com aproximadamente 69% dos professores aptos a se aposentar e uma queda de matrículas projetada entre -22% e -28%, o estado precisará ajustar suas contratações conforme a demanda varia entre as regiões.
Embora a matrícula esteja em declínio, áreas metropolitanas, como Curitiba, ainda apresentam crescimento.
Desafios em Santa Catarina e São Paulo
Santa Catarina é outro estado em alerta, apresentando 62% de professores aptos à aposentadoria. Com apenas 28,8% de efetivos atualmente, qualquer saída por aposentadoria poderá agravar um déficit já sério.
O estado terá que implementar uma estratégia de concursos robusta para evitar um colapso em sua rede de ensino.
Por fim, São Paulo, apesar de ter um percentual de aposentadorias inferior a outros estados (cerca de 58%), é o que possui o maior volume absoluto de saídas, estimando-se entre 30 e 40 mil professores aptos a se aposentar até 2034.
O desafio é ainda maior, pois o estado já demonstrou a intenção de usar temporários para suprir as necessidades, o que pode complicar a transição para um quadro efetivo.
O que isso significa para quem busca oportunidades na educação
Para os professores que estão se preparando para concursos públicos, os dados são claros: os cinco estados mencionados serão os maiores geradores de vagas efetivas nos próximos anos.
A combinação de fatores como a meta do Plano Nacional de Educação e o aumento das aposentadorias torna a abertura de concursos não apenas desejável, mas obrigatória.
Embora a abertura de concursos não ocorra simultaneamente em todos os estados, o período entre 2026 e 2030 deve concentrar um volume significativo de editais, representando uma oportunidade valiosa para novos profissionais.
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