Jovem Beatriz, que tinha um par de sapatos, fez cursos gratuitos do Governo, hoje lidera agência de marketing em Recife e virou símbolo de inclusão digital, capacitação e mudança real de vida para os brasileiros

A história da jovem que saiu da escassez com cursos gratuitos do Ministério das Comunicações virou símbolo de inclusão digital, capacitação e mudança real de vida em Recife.

A história da jovem que saiu da escassez com cursos gratuitos do Ministério das Comunicações virou símbolo de inclusão digital, capacitação e mudança real de vida em Recife.

Ter apenas um par de sapatos já era, por si só, um retrato duro da realidade. Mas foi justamente com esse único par que a jovem Beatriz Delmiro atravessou a cidade para frequentar cursos gratuitos de tecnologia no Centro de Recondicionamento de Computadores do Ministério das Comunicações, em Recife. Dez anos depois, ela comanda uma agência de marketing digital, está concluindo a graduação e ajuda a sustentar a própria família.

A virada chama atenção porque não veio de sorte nem de promessa vazia. Veio de acesso. Aos 15 anos, Beatriz chegou ao programa Computadores para Inclusão com pouco domínio de informática e dificuldade até para falar em público.


No CRC, ela mergulhou em cursos gratuitos de recondicionamento de computadores, web design, robótica e ferramentas como Word, Excel e PowerPoint. O que parecia distante começou a virar possibilidade concreta.

De um par de sapatos a uma nova rota de vida

A história de Beatriz ganha força porque resume, de forma brutalmente simples, o que a falta de oportunidade costuma fazer e o que a capacitação certa pode destravar. Filha de uma família humilde e com sete irmãos, ela encontrou no CRC muito mais do que aulas.

Encontrou direção. Segundo o Ministério das Comunicações, a jovem passou a frequentar o espaço todos os dias, muitas vezes em mais de um turno, até se tornar referência entre os próprios colegas.


O efeito apareceu cedo. Aos 16 anos, Beatriz conseguiu o primeiro estágio na Fundação Joaquim Nabuco, atuando com manutenção e conserto de computadores. Foi ali que a formação técnica deixou de ser só aprendizado e começou a virar renda, autonomia e perspectiva.

Ela mesma relata que esse primeiro passo permitiu comprar o primeiro celular, uma bicicleta para se deslocar e investir ainda mais no próprio crescimento.

Cursos gratuitos abriram a porta para o mercado e para o empreendedorismo

A escalada continuou. Aos 18 anos, Beatriz conquistou o primeiro emprego formal na Fundação de Atendimento Socioeducativo, a Funase, novamente na área de recondicionamento de computadores. A sequência de oportunidades consolidou sua entrada no mercado e ampliou o contato com tecnologia, comunicação e design, até chegar ao ponto em que a jovem passou a atuar no empreendedorismo digital.


Hoje, ela é dona de uma agência de marketing digital ao lado de uma sócia do Rio Grande do Sul. Também está finalizando a graduação em Sistemas de Informação e Design, participa de reuniões fora do estado e afirma que nunca imaginou que se tornaria empresária.

O salto é expressivo porque não fala apenas de ascensão profissional. Fala de mudança de horizonte. Fala de uma jovem que saiu da escassez e transformou cursos gratuitos em carreira, renda e protagonismo.

O programa por trás da mudança já impactou milhares de jovens

A trajetória de Beatriz não aparece isolada. O programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, foi criado para promover inclusão digital por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores, onde equipamentos doados são recuperados, usados em cursos e depois destinados a escolas públicas, associações e projetos sociais. O foco é claro: formar pessoas para o mercado e ampliar o acesso real à tecnologia.

Os números mostram a escala dessa política. De acordo com o Ministério das Comunicações, o programa já recebeu mais de R$ 91,4 milhões em investimentos, doou 65,9 mil computadores, criou mais de 5 mil Pontos de Inclusão Digital em 1.277 municípios e capacitou mais de 66,2 mil alunos em 301 cursos.


Em janeiro de 2026, a pasta informou ainda que a iniciativa já havia alcançado a marca de 70 mil equipamentos doados e mais de 700 mil pessoas impactadas em todo o país.

Em 2025, o programa também ganhou musculatura nacional. Segundo o ministério, foram 11.473 máquinas doadas e 1.120 novos laboratórios de informática criados no Brasil, com o Nordeste liderando as entregas. Recife, onde Beatriz começou sua jornada, segue no centro dessa expansão.

Em agosto de 2025, o Ministério das Comunicações e a Prefeitura do Recife firmaram um acordo para ampliar a inclusão digital e a capacitação profissional na capital, com entrega de 500 computadores e reforço das ações locais.

A jovem que tinha um par de sapatos agora ajuda a sustentar a família

O detalhe mais forte dessa história talvez esteja justamente naquilo que parecia pequeno. Beatriz conta que, no passado, tinha só uma sandália, um tipo de sapatênis azul que ela mesma pintou com florzinhas. Hoje, consegue ajudar os pais, investir nos próprios sonhos, reformar o escritório da agência e ensinar os irmãos.

A cena mudou completamente. Mas a origem continua ali, como marca de tudo o que precisou ser vencido.

Por isso essa história ultrapassa o caso individual. Quando uma jovem que tinha um par de sapatos consegue transformar cursos gratuitos em profissão, empresa e renda, o que aparece não é só superação pessoal. É a prova de que inclusão digital bem aplicada muda destino, encurta distância social e abre portas onde antes só havia limite.

Em um país onde milhares de jovens ainda enxergam a tecnologia como algo distante, Beatriz virou um rosto concreto de uma mudança que muita gente ainda espera viver.

Comente o que você achou da história dessa jovem e compartilhe esta matéria com quem acredita no poder dos cursos gratuitos para transformar vidas.

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