Maria Antônia Machado Perim, de Castelo, no Espírito Santo, brilhou na Copernicus Olympiad em Nova York, nos EUA, levou a prata e colocou o nome do Brasil entre os destaques de uma das disputas internacionais de matemática para jovens estudantes.
Aos 9 anos, Maria Antônia Machado Perim já vive um feito que muita gente passa a vida inteira sem alcançar. A menina prodígio brasileira, natural de Castelo, no Espírito Santo, voltou dos EUA com a medalha de prata na Copernicus Olympiad, competição internacional de matemática realizada na Universidade de Columbia, em Nova York. A disputa reuniu mais de 600 participantes, e o resumo oficial da edição aponta competidores de 26 países.
Uma prata que colocou o Brasil no radar
A conquista aconteceu em julho de 2025 e empurrou a estudante capixaba para o centro de uma vitrine global. Em uma olimpíada que reúne jovens talentos de vários cantos do mundo, Maria Antônia segurou a pressão, enfrentou mudanças no cronograma da prova e terminou no pódio com a prata.
O resultado não saiu do nada. A rotina dela já vinha sendo moldada por desafios de lógica, estudos frequentes e participação em competições no Brasil e no exterior. Aos 9 anos, Maria Antônia já acumulava medalhas em disputas internacionais em países como Singapura e Tailândia, além de premiações nacionais, mostrando que a presença brasileira nesse circuito não está restrita aos estudantes mais velhos.
A olimpíada de matemática nos EUA reúne jovens de vários países
A Copernicus Mathematics Olympiad é uma competição internacional aberta a estudantes do 3º ao 12º ano e funciona em duas etapas: fase preliminar e fase global. A rodada de Nova York é justamente a etapa que reúne os classificados em um ambiente presencial e altamente competitivo, com foco em raciocínio lógico, domínio de conteúdo e resolução de problemas sob pressão.
Foi nesse cenário que a brasileira subiu ao pódio. Em um palco que junta jovens de diferentes sistemas de ensino, culturas e níveis de preparação, a prata ganha um peso enorme.
Não foi só uma medalha. Foi a confirmação de que uma menina de 9 anos, nascida no interior capixaba, conseguiu chegar a um dos centros acadêmicos mais conhecidos do mundo e sair de lá entre as melhores.
Talento precoce, disciplina e uma agenda puxada
A matemática entrou cedo na vida de Maria Antônia. A família percebeu ainda na primeira infância uma facilidade acima da média para aprender e lidar com desafios lógicos. A própria A Gazeta registrou que a superdotação foi identificada quando ela tinha apenas 2 anos e que seu QI foi avaliado em 150.
Mesmo tão nova, a estudante já encara uma agenda que poucos adultos sustentariam com tranquilidade. Em agosto de 2025, a mãe relatou que Maria Antônia participaria de quatro olimpíadas de matemática no mesmo mês.
No meio dessa rotina intensa, a garota resumiu a fórmula que carrega para as provas com uma frase curta: “É só começar. Estudar e ter disciplina.”
O que essa conquista pode abrir daqui para frente
A prata nos EUA amplia o tamanho da trajetória de Maria Antônia e também joga mais luz sobre o potencial de jovens brasileiros em competições acadêmicas internacionais.
Em um país onde a matemática ainda costuma ser vista por muitos estudantes como barreira, ela aparece como prova viva de que talento, treino e apoio certo podem levar muito longe.
Com o currículo crescendo tão cedo, o próximo passo é manter o ritmo sem perder o equilíbrio entre estudo, competições e infância.
O pódio em Nova York já garantiu uma marca difícil de apagar: aos 9 anos, a menina prodígio brasileira atravessou fronteiras, brilhou em uma olimpíada de matemática nos EUA e trouxe a prata para casa.
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