MEC anuncia expansão de 111 novos campi de institutos federais e garante oportunidades de cursos gratuitos para a formação profissional no Brasil

MEC anuncia expansão de 111 novos campi de institutos federais e garante oportunidades de cursos gratuitos para a formação profissional no Brasil

MEC avança na expansão e internacionalização da educação com foco no Sul Global e inclusão social

Em um evento que promete transformar o cenário educacional brasileiro, o 1º Fórum de Reitores Brasil-África destacou, na terça-feira, 26 de maio, as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) para a expansão e a internacionalização das instituições de ensino. O painel “Apresentação das Instituições Públicas Brasileiras” trouxe à tona a importância do Sul Global nas políticas educacionais brasileiras.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, anunciou a implementação de 111 novos campi de institutos federais em todo o Brasil, com a previsão de que 60 deles já ofereçam cursos ainda este ano. “Esse avanço é fundamental para promover a verticalização do ensino, abrangendo desde qualificações profissionais até pós-graduações, e é um pilar essencial para a inclusão social e o desenvolvimento regional”, destacou Bregagnoli.


26/05/2026 -  2° dia do I Fórum de Reitores Brasil-África.

O secretário também enfatizou a estrutura da Rede Federal, que conta com polos e incubadoras de empresas, permitindo que os alunos participem de projetos de desenvolvimento tecnológico. A cooperação internacional é um foco importante, com ações voltadas para países de língua portuguesa, como Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

O sistema de universidades federais, conforme explicado pelo secretário de Educação Superior, Marcus David, é composto por 69 instituições que atendem cerca de 1,4 milhão de estudantes em graduação e pós-graduação. O modelo é caracterizado pela inclusão, com 50% das vagas reservadas para estudantes de escolas públicas e de baixa renda, além de negros, pardos e indígenas.

As conexões com a África são vistas como essenciais para a produção científica e acadêmica nacional. “Hoje, é impossível estabelecer um sistema de educação superior sem internacionalização e sem conexões globais”, afirmou Marcus David, ressaltando a preferência do governo por parcerias no Sul Global.


Um dos principais instrumentos de aproximação cultural e diplomática é o Programa de Estudantes-Convênio (PEC), que recentemente completou 60 anos. Na última seleção, 80% das quase 4 mil vagas para estudantes estrangeiros foram ocupadas por cidadãos africanos, em áreas como medicina, engenharia e ciências sociais.

Para garantir a integração e o sucesso acadêmico desses estudantes, o MEC prioriza assistência estudantil e diretrizes linguísticas que valorizam a língua portuguesa. Iniciativas como o Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), que oferece suporte financeiro a alunos de países em desenvolvimento, e o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) são exemplos de ações para superar barreiras linguísticas.

Participação ativa de especialistas — O debate foi mediado pelo diretor de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Rui Oppermann, e contou com a presença de diversas autoridades do meio educacional, incluindo Kátia Evangelista Regis, do Ministério da Igualdade Racial, e José Daniel Diniz Melo, reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


Com essas iniciativas, o MEC não só fortalece a educação no Brasil, como também abre portas para um futuro mais inclusivo e interconectado, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e culturas.

O que você pensa sobre as novas diretrizes do MEC? Deixe sua opinião nos comentários e fique de olho para mais atualizações sobre educação no Brasil!

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