MEC lança cadernos de educação popular e garante novas oportunidades de formação para comunidades marginalizadas e movimentos sociais

Educadora apresenta cadernos de educação popular para participantes de uma formação comunitária, representando iniciativa do MEC voltada a comunidades e movimentos sociais.

O Ministério da Educação (MEC) deu um passo significativo para a valorização da educação popular no Brasil com o pré-lançamento dos Cadernos Brasileiros de Educação Popular, realizado na última segunda-feira, 15 de junho, durante o XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação, em Salvador, Bahia. Os materiais têm como objetivo compartilhar experiências, pesquisas e práticas que reconhecem e valorizam os saberes populares e ancestrais.

“A cada dia estamos mais seguros de que precisamos fortalecer a educação popular, porque é uma forma de educação que não só produz conhecimento, mas incentiva a atuação política dentro dos territórios”, destacou Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão. Os cadernos representam um compromisso do MEC em garantir apoio a quem atua pela educação nas comunidades.


Conteúdo desenvolvido em parceria com instituições renomadas

Os cadernos estão disponíveis na página do programa e foram elaborados em colaboração com o Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com o Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT). O conteúdo foi construído a partir de depoimentos e experiências de grupos historicamente comprometidos com a promoção da educação popular, incluindo povos indígenas, comunidades quilombolas e populações LGBTQIAPN+.

Temáticas abordadas nos cadernos

Dentre os temas tratados nos cadernos, destacam-se:

  • Hip-hop em suas múltiplas expressões: na escola, nos territórios, nos movimentos sociais e como manifestação artístico-cultural de resistência;
  • Cursinhos populares, democratização do acesso à educação e inclusão no ensino superior;
  • Experiências de alfabetização como práticas educativas e formas de organização política;
  • Formulação, implementação e avaliação de políticas públicas voltadas à educação popular;
  • Metodologias e práticas pedagógicas inovadoras de educação popular e mobilização social;
  • Políticas e práticas de educação popular em comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais.

Investimento no Programa Escola Nacional de Hip-Hop

A Escola Nacional do Hip-Hop (H2E) tem como objetivo integrar o estilo musical ao ambiente escolar, utilizando-o como instrumento pedagógico. O programa, que faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), busca promover inovações curriculares e a formação continuada de professores. Para os anos de 2026 e 2027, o MEC destinará R$ 50 milhões ao programa, reforçando seu compromisso com a educação inclusiva e diversificada.


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