Brasil abre portas para estudantes africanos com novo programa de pós-graduação e investimento de R$ 47,4 milhões
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta segunda-feira (25), o programa Capes Move África, que promete transformar a educação superior no Brasil e no continente africano. Com um investimento total de R$ 47,4 milhões, a iniciativa foi apresentada durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de representantes de instituições de ensino superior de ambos os continentes.
2,6 mil bolsas para mestrados e doutorados africanos
O programa Capes Move África oferecerá 2,6 mil bolsas para mestrandos e doutorandos africanos, permitindo que eles estudem no Brasil por até dez meses. O presidente Lula destacou a importância dessa ação para fortalecer a cooperação universitária, afirmando que o avanço das tecnologias digitais facilita a colaboração entre os países.
“Abrir as portas do Brasil para estudantes africanos é aprofundar ainda mais nossos laços históricos.” Leonardo Barchini, ministro da Educação
Uma nova era de cooperação acadêmica
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, enfatizou que este fórum representa o início de uma nova fase de cooperação entre o Brasil e a África, com foco em qualidade de vida e dignidade para os povos. O evento reuniu 64 reitores africanos de mais de 30 países e 70 reitores brasileiros, fortalecendo laços e promovendo a troca de conhecimento.
O secretário-geral da Associação de Universidades Africanas, Olusola Bandele Oyewole, destacou que a colaboração com o Brasil já existe há anos e que o novo programa irá impulsionar ainda mais essa parceria.
Benefícios e requisitos para os estudantes africanos
As bolsas serão divididas em duas etapas de seleção, com 800 vagas para mestrado e 500 para doutorado. Os selecionados receberão benefícios que incluem mensalidades, auxílio-deslocamento, auxílio-instalação e seguro-saúde, além de um Auxílio ao Pesquisador (AUXPE) para despesas de projeto.
Para se candidatar, o estudante deve residir em um país africano no momento da inscrição e ter completado pelo menos um semestre de mestrado ou doutorado em sua instituição de origem.
Fórum promove extensa programação de intercâmbio
O 1º Fórum de Reitores Brasil-África promoveu uma ampla programação com painéis, seminários e workshops, visando fortalecer a cooperação em áreas estratégicas como energias renováveis e ciências humanas. Atualmente, existem 235 acordos entre universidades brasileiras e africanas, abrangendo 38 países do continente.
A expectativa é que este evento amplie as relações acadêmicas e contribua para novos acordos institucionais que beneficiem ambos os lados.
O Programa de Estudantes-Convênio (PEC) também foi mencionado como uma ferramenta essencial para a internacionalização da educação superior, oferecendo vagas em cursos de graduação e pós-graduação no Brasil.
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