Ministério da Educação promove discussão sobre o inovador Programa Escola Nacional de Hip-Hop com investimento de R$ 50 milhões
O Ministério da Educação (MEC) agendou uma transmissão ao vivo para a próxima quinta-feira, 11 de junho, com o objetivo de discutir o Programa Escola Nacional de Hip-Hop (H2E). O evento, realizado em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), promete esclarecer dúvidas sobre a adesão ao programa e fornecer orientações práticas para gestores escolares. A transmissão será feita no canal do MEC e no Conviva Educação, a partir das 15h (horário de Brasília).
Investimento significativo para a cultura hip-hop na educação
Alinhado ao Decreto nº 11.784/2023, que estabelece diretrizes para valorização da cultura hip-hop, o H2E visa integrar essa cultura como uma ferramenta didático-pedagógica. O programa também foca na inovação curricular e na formação contínua de professores, além de reforçar a obrigatoriedade do ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas nas escolas. Entre 2026 e 2027, serão investidos R$ 50 milhões para impulsionar essas ações.
Prazo para adesão e participação de especialistas
As redes de ensino estaduais, municipais e distrital têm até o dia 30 de junho para formalizar a adesão ao programa, utilizando o Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O evento contará com a presença de figuras importantes, como a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, e o coordenador-geral da Equidade Educacional, Caio Callegari. Também estarão presentes especialistas da Unesco e representantes de conselhos educacionais.
Uma nova abordagem para a educação básica
O Programa Escola Nacional de Hip-Hop é parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e se destaca por sua abordagem inovadora para engajar os jovens brasileiros. O hip-hop é visto como uma ferramenta poderosa para melhorar o desempenho acadêmico ao abordar três áreas principais:
- Identidade e representatividade: Resgata a autoestima dos estudantes e oferece novos referenciais de sucesso.
- Decolonialidade e currículo: Integra saberes ao currículo, demonstrando aumento nas proficiências de leitura, ciências e matemática.
- Uso de tecnologias e cultura escolar: Apoia ações que substituem o uso de celulares durante os intervalos.
Com essa iniciativa, o MEC reforça seu compromisso com a diversidade e a inclusão, almejando transformar a educação brasileira por meio da valorização da cultura hip-hop. Participe, tire suas dúvidas e faça parte dessa revolução educacional!

