Doação de R$ 2,5 milhões cria a primeira bolsa perpétua da PUC-Rio, transformando vidas de estudantes por gerações
Em uma ação que promete transformar a vida de muitos estudantes, o casal de ex-alunos da PUC-Rio, Belkiss Ferraz de Castro e Carlos Infante de Castro, fez uma doação impressionante de R$ 2,5 milhões para a universidade.
Essa generosidade resultou na criação da primeira bolsa perpétua da instituição, que beneficiará estudantes de baixa renda por gerações.
Um marco na educação
A doação, oficializada recentemente, será alocada no Fundo Patrimonial (Endowment) da PUC-Rio. O primeiro estudante a ser contemplado com essa bolsa deve ingressar na universidade no vestibular de 2027.
O modelo de bolsa perpétua se diferencia das tradicionais, pois preserva o valor integral da doação, utilizando apenas os rendimentos financeiros para custear os estudos dos alunos, garantindo assim um benefício contínuo.
Mais do que mensalidades
A bolsa será voltada para estudantes de baixa renda que forem aprovados em cursos das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Além de cobrir as mensalidades, o programa também financiará despesas essenciais como alimentação, transporte e, quando necessário, moradia.
Essa abordagem ampla garante que os alunos possam se concentrar em seus estudos sem preocupações financeiras.
A força da gratidão
O reitor da PUC-Rio, padre Anderson Antonio Pedroso, ressaltou a importância do gesto: “Cada ato de doação nasce da gratidão e pode transformar vidas por muitas gerações.
Ao estender a mão a estudantes que talvez nunca conheçam, nossos antigos alunos reafirmam que a PUC-Rio é uma casa que permanece viva em suas histórias e em seus corações.”
Impacto duradouro
Barbara Cristhian, presidente da Alumni PUC-Rio, enfatizou como essa ação generosa terá um impacto permanente: “A primeira bolsa perpétua do Fundo Patrimonial mostra como um gesto de generosidade pode gerar benefícios duradouros, impactando estudantes por muitas gerações.”
A universidade também expressou seu agradecimento aos doadores em suas redes sociais, destacando a importância desse marco na história da instituição.
Como funciona a bolsa perpétua?
O modelo de fundo patrimonial, conhecido internacionalmente como endowment, assegura que o valor da doação permaneça investido, enquanto apenas os rendimentos gerados são utilizados para financiar as bolsas de estudo. I
sso garante que novos estudantes possam ser beneficiados continuamente, sem que o capital original seja consumido.
Esse sistema já é adotado por grandes universidades ao redor do mundo e ganhou respaldo no Brasil com a Lei nº 13.800, de 2019, que regulamenta a criação e gestão de fundos patrimoniais.
Investindo no futuro da educação
Com um novo impulso, o Fundo Patrimonial da PUC-Rio, relançado em 2024, já conta com aproximadamente R$ 7 milhões.
A meta da universidade é alcançar R$ 35 milhões até 2028, ampliando assim os investimentos em bolsas de estudo, pesquisa e inovação. Desde 2019, a Rede Alumni da PUC-Rio já mobilizou mais de R$ 30 milhões para projetos educacionais e para fortalecer o patrimônio da universidade.
A primeira bolsa perpétua não é apenas uma nova oportunidade de estudo; ela poderá impactar a vida de estudantes que ainda nem nasceram, atravessando gerações com seu legado de transformação.
Aplausos ao casal Belkiss Ferraz de Castro e Carlos Infante de Castro por essa contribuição inestimável!

