Câmara aprova aumento do piso salarial dos professores e garante reajustes acima da inflação, fortalecendo a valorização da carreira docente

Professores sorrindo em frente ao Congresso Nacional, com destaque para aprovação do aumento do piso salarial e reajustes acima da inflação.

A Câmara aprova nova Medida Provisória que garante aumento no piso salarial dos professores

A recente aprovação da Medida Provisória 1334/2026 pela Câmara dos Deputados representa um avanço significativo para os profissionais da educação básica pública. Com um reajuste de 5,4%, o novo piso salarial dos professores foi elevado para R$ 5.130,63, assegurando que os salários acompanhem a inflação e proporcionando uma valorização real da categoria.

A proposta, que recebeu apoio de diversos partidos, exceto do Partido Missão, agora aguarda votação no Senado Federal. É crucial que essa etapa seja concluída antes de 1º de junho, data em que a medida poderia perder sua validade.


Alterações significativas na atualização do piso

Além do aumento salarial, a Medida Provisória também traz mudanças na fórmula utilizada para a atualização anual do piso dos educadores. As novas diretrizes incluem a consideração da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e a variação das receitas do Fundeb. Essa mudança visa garantir que o reajuste nunca fique abaixo da inflação acumulada, fortalecendo a política de valorização dos professores.

Reconhecimento e impacto financeiro

Com a atualização, os profissionais com jornada de 40 horas semanais terão um salário mínimo garantido, o que representa uma medida importante para a previsibilidade financeira de estados e municípios, além de impulsionar os planos de carreira na educação pública. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) celebrou a aprovação, afirmando que essa conquista é fruto de um longo histórico de luta pela valorização dos educadores.

Discussões em torno da implementação do piso

Durante os debates, deputados mencionaram os julgamentos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a aplicação do piso salarial. A prática de alguns estados e municípios de utilizar gratificações e abonos para complementar o salário dos professores foi criticada. Alguns parlamentares, como a deputada Fernanda Melchionna, argumentaram que os reajustes devem ser ainda mais robustos, destacando a importância da valorização dos profissionais da educação.


Inclusão de professores temporários

Outro ponto importante abordado foi a inclusão dos professores contratados temporariamente. A deputada Maria do Rosário enfatizou que a nova regra deve abranger todos os profissionais que atuam nas escolas públicas, independentemente do tipo de contrato, garantindo que todos sejam reconhecidos e valorizados.

Próximos passos para a Medida Provisória

A Comissão Mista do Congresso já tinha aprovado anteriormente o relatório da senadora Dorinha Seabra. Agora, com as modificações introduzidas, a proposta foi convertida no Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 4, que será submetido ao Senado antes de seguir para sanção presidencial.

O piso do magistério em pauta

A discussão sobre o piso salarial dos professores ocorre em um contexto mais amplo de debates sobre a valorização da carreira docente e o financiamento da educação básica. Entidades sindicais defendem que o piso seja considerado como o vencimento-base da carreira, sem a substituição por gratificações temporárias, assegurando que a valorização dos profissionais da educação seja efetiva e sustentável.


A aprovação dessa medida é um passo importante na luta pela dignidade e reconhecimento da carreira docente, refletindo o compromisso com a educação de qualidade no Brasil.

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