Seminário do MEC discute avaliação na educação integral e lança guia para transformar práticas escolares
O Ministério da Educação (MEC) realizou, em 15 de maio, um seminário crucial intitulado “Avaliação do Desenvolvimento Integral como Direito: sentidos, práticas e desafios”. O evento, que está disponível no canal do MEC no YouTube, reuniu especialistas e profissionais da educação para discutir a avaliação do desenvolvimento integral no contexto da educação em tempo integral.
A proposta do seminário foi promover uma reflexão sobre a formação dos estudantes em suas múltiplas dimensões — social, física, cognitiva, cultural, política e ética. O MEC busca não apenas debater práticas de avaliação, mas também fortalecer a gestão democrática e valorizar o conhecimento produzido por educadores, enfatizando o protagonismo estudantil e a autonomia escolar.
Desafios da educação em tempo integral
Durante o evento, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou os desafios enfrentados por quem atua na educação integral. “É necessário pensar em como promover transformações nas mentalidades e nas organizações sociais, ao mesmo tempo em que construímos ações que podem ser avaliadas externamente”, afirmou. Para ela, é fundamental que processos de qualidade nas escolas sejam aferidos e analisados para que possam fomentar mudanças reais na realidade educacional.
Nova ferramenta para as redes de ensino
Um dos pontos altos do seminário foi o lançamento do material “Avaliação na Educação Integral: guia para redes e escolas de educação básica”. Este guia traz ferramentas metodológicas e exemplos práticos para ajudar gestores e comunidades escolares a desenvolverem práticas de avaliação que respeitem as especificidades de seus territórios, focando em aprendizagens transformadoras. O material já está disponível no portal do MEC, tornando-se um recurso valioso para quem busca aprimorar a educação integral.
Contexto e colaboração
O seminário foi fruto de um acordo de cooperação técnica firmado entre o MEC, a Ashoka Brasil e a Universidade de São Paulo (USP). Essa parceria está vinculada ao programa internacional Escolas2030, que investiga como as instituições educativas têm superado desafios e inovado no setor. O objetivo é utilizar os resultados dessa pesquisa para melhorar a avaliação do desenvolvimento integral dos alunos.
Participação ativa e engajamento
O evento contou com a presença de articuladores estaduais e municipais da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola em Tempo Integral (Renapeti), representantes de conselhos de secretários de educação, além de professores, gestores e alunos. Essa diversidade de participantes enriqueceu o debate e reforçou a importância da colaboração entre diferentes esferas da educação.
Investimentos na educação integral
Desde o início de sua gestão, o MEC tem priorizado a ampliação da oferta de educação integral no Brasil. O programa Escola em Tempo Integral, criado em julho de 2023, visa aumentar as matrículas nessa modalidade, que deve ter uma carga horária de pelo menos sete horas diárias ou 35 horas semanais. Para isso, foram investidos R$ 4 bilhões entre 2023 e 2024, além de um adicional de R$ 3 bilhões por meio do Fundeb em 2025.
Essas iniciativas representam uma oportunidade real para que estudantes e profissionais da educação possam se beneficiar de uma formação mais completa e integrada, contribuindo assim para um futuro mais promissor.
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