Prêmio Jovem Cientista 2023 incentiva inovações em inteligência artificial e abre inscrições até 14 de agosto
A inteligência artificial (IA) já não é mais uma ideia distante, mas uma realidade que impacta diversos setores, como a mobilidade urbana e a saúde. Nesse contexto, o Prêmio Jovem Cientista chega à sua 32ª edição com o tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, que visa estimular estudantes e pesquisadores a criarem soluções inovadoras voltadas para o interesse coletivo.
Um dos destaques desse esforço é o projeto desenvolvido na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), sob a liderança do professor Alberto Ferreira de Souza. Com mais de uma década de experiência em pesquisa de IA aplicada à mobilidade autônoma, ele tem à frente o projeto Iara, um carro capaz de circular sem motorista, utilizando tecnologias avançadas de inteligência artificial.
Em 2017, o Iara percorreu mais de 70 quilômetros entre Vitória e Guarapari, em uma das primeiras demonstrações de condução autônoma em vias brasileiras. Desde então, as pesquisas têm se expandido, incluindo caminhões autônomos para uso em indústrias e portos, além de aplicações na aviação.
“Temos vários veículos operando pelo Brasil de forma autônoma”, afirma o professor, que também destaca a parceria com a Embraer no primeiro taxiamento autônomo de um avião comercial a jato de passageiros no mundo. As pesquisas não param por aí; Ferreira e sua equipe também estão explorando projetos de eVTOLs — aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, popularmente conhecidas como “carros voadores” — e robôs para inspeção em áreas perigosas, além de humanoides capacitados para realizar tarefas cotidianas simples, como preparar um café.
Além do foco na mobilidade, Ferreira investiga como a inteligência artificial pode contribuir para a longevidade humana. Seu estudo busca entender a relação entre a IA e a leitura de códigos genéticos que estão ligados ao envelhecimento.
“Muitos pesquisadores trabalham com a hipótese de que o envelhecimento está programado em nosso DNA. Se conseguirmos decifrar esses códigos e, eventualmente, modificá-los, poderemos aumentar a longevidade humana”, conclui.
Oportunidades para novos talentos na ciência
O Prêmio Jovem Cientista é promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, recebendo patrocínio master da Shell e apoio da Editora Globo e do Canal Futura. As inscrições estão abertas até o dia 14 de agosto, e os interessados podem se inscrever pelo site jovemcientista.cnpq.br.
Esta iniciativa é uma excelente oportunidade para estudantes do ensino médio, superior, mestrado e doutorado de todas as áreas do conhecimento. Os vencedores não apenas recebem reconhecimento, mas também prêmios significativos, como laptops, bolsas de pesquisa do CNPq, e valores em dinheiro que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil, dependendo da categoria.
Um futuro promissor para a inteligência artificial
A crescente integração da inteligência artificial em diferentes setores promete transformar a sociedade. O incentivo à pesquisa e à inovação, como demonstrado pelo Prêmio Jovem Cientista, abre portas para novas descobertas e aplicações que podem impactar a vida de milhões. Para os jovens cientistas, essa é uma chance de brilhar e contribuir para um futuro mais inteligente e sustentável.
Se você é um estudante ou conhece alguém que possa se beneficiar dessa oportunidade, não deixe de compartilhar e incentivar a participação nesse prêmio que valoriza a ciência e a inovação. Fique atento às novas oportunidades e participe desse movimento que visa transformar a sociedade por meio da pesquisa e da tecnologia.

